Comece pelos cartões do alto
O lucro, o resultado e a rentabilidade saem coloridos. Verde é a favor, vermelho é contra, cinza é zero ou "não dá para saber". A regra vale para o sistema inteiro e está no capítulo 3 do guia rápido.
São o retrato de agora. Cada um responde uma pergunta diferente.
| Cartão | O que ele mede | Cuidado ao ler |
|---|---|---|
| Patrimônio total | Tudo o que você tem somado: bolsa, renda fixa, fundos, previdência, papel moeda e exterior. | Não encolhe quando você desliga uma classe de alguma visão. Mostra o que você tem de verdade, não o recorte da tela. |
| Valor investido | Aparece no lugar do patrimônio quando ainda não há cotação nenhuma. | Se você está vendo este cartão, faltam preços. Vá em Dados e clique em Atualizar cotações de hoje. |
| Lucro total | A diferença entre o que a carteira vale e o que você colocou nela. | Inclui o ganho que você já embolsou em vendas, não só o da posição aberta. |
| Proventos (12M) | Tudo o que caiu na sua conta nos últimos doze meses. | É dinheiro recebido, olhando para trás. A projeção para a frente fica no Mapa de proventos. |
| Rentabilidade | Quanto a carteira rendeu, já descontando o efeito dos aportes. | Um aporte grande aumenta o patrimônio, mas não é rendimento. Este cartão já separa as duas coisas. |
| Destaques da carteira | O papel que mais subiu e o que mais caiu, medidos pelo preço de hoje contra o seu preço médio. | A conta é feita na moeda do ativo: um stock que dobrou em dólar aparece com 100%, e não com o número que a conversão do dia produziria. Passe o mouse para ver, do mesmo papel, o resultado em reais e o percentual somando proventos. |
| Ativos nacionais | O melhor e o pior entre os papéis negociados na B3, em reais. | Só aparece quando você tem os dois lados. Sem o recorte, o exterior costuma ficar sempre na frente por causa do câmbio embutido no preço, e o melhor papel do Brasil nunca apareceria. |
| Ativos estrangeiros | O mesmo, entre os negociados fora do Brasil, cada um medido na moeda dele. | BDR entra aqui, pela mesma regra da exposição ao exterior: o dinheiro está sujeito a outro país. Cripto e papel moeda ficam fora dos dois recortes, porque não são de país nenhum, e continuam no cartão geral. |
| Posições no lucro | Quantos papéis estão acima do preço médio, e a proporcao desenhada na barra. | O total conta só as posições que dá para medir: sem cotação, sem preço médio ou zerada, o papel fica de fora. Na dica do mouse está quantos ficam no lucro quando os proventos entram na conta, que costuma ser um número maior. |
| No exterior | Quanto do seu dinheiro está sujeito a outro país, em reais e em percentual da carteira. | Entram stocks, ETFs de fora, REITs, BDRs e renda fixa no exterior, convertidos pelo câmbio do dia de cada compra. Cripto e papel moeda não entram: a exposição ao dólar deles aparece na correlação com o câmbio, que é onde ela decide alguma coisa. |
| Concentração | Quanto as cinco maiores posições somam da carteira, com a maior de todas e o peso das dez maiores. | É pergunta de risco, e não ranking: cinco papéis com 33% é carteira distribuída; com 70%, são eles que mandam no resultado e o resto é detalhe. A base é tudo o que tem posição, inclusive fundo, previdência e papel moeda, senão a concentração pareceria maior do que é. A lista dos cinco está na dica do mouse. |
Se alguma coisa ficou fora da conta da carteira, o cartão mostra quanto está na carteira e quanto está fora, com o nome de cada classe. Sem essa linha, o número de cima e o gráfico pareceriam discordar.
Evolução do patrimônio
O gráfico grande da tela.
Ele desenha o valor da sua carteira mês a mês, desde o começo. Use os botões acima dele para ver o ano corrente ou tudo.
Vá em Dados e clique em Buscar histórico de cotações uma vez. É uma busca separada e demorada. Sem ela, o programa só desenha o que você aplicou, não o valor de mercado de cada mês.
Os gráficos por classe
Quatro gráficos, cada um respondendo uma pergunta.
O primeiro fica ao lado da evolução do patrimônio; os outros três, na linha de baixo. Passe o mouse em qualquer fatia ou barra para ver o número.
| Gráfico | Responde | Vale saber |
|---|---|---|
| Rendimentos por classe | Quanto cada classe pagou de proventos no período escolhido. | Segue os botões do gráfico de evolução (ano corrente, 12 meses, tudo). Amortização não entra, porque é o seu próprio dinheiro voltando. |
| Dividend yield ao ano | Quanto cada classe paga por ano sobre o que vale. | Também segue o período. A conta usa o valor que a classe tinha em cada mês, então quem comprou no meio do caminho não sai prejudicado. Tesouro, CDB e fundos não distribuem e ficam de fora. Ao lado do título está o dividend yield da carteira inteira. |
| Patrimônio por classe | Quanto cada classe vale hoje. | É um retrato de hoje: não muda com os botões de período. |
| Atual x ideal | Onde você está contra o percentual que definiu. | São dois anéis: por fora, hoje; por dentro, o ideal. Cada classe tem a mesma cor nos dois, então a diferença salta aos olhos. Uma fatia cinza chamada Classe sem posição é ideal que você definiu para algo que ainda não tem. |
Botão definir % ideal
No gráfico Atual x ideal, abre o mesmo formulário de Configurar % ideal da carteira, logo acima de Meus ativos.
Quando o provento entra
O ritmo do dinheiro que cai na conta.
Mostra quando os seus proventos chegam, no período indicado ao lado do título. Procure concentração: receber quase tudo em abril e agosto é um problema de caixa que o total do ano esconde.
Renda fixa e renda variável
A decisão de alocação mais importante da carteira, com barra própria.
A barra mostra onde você está, o alvo que definiu e quanto falta ou sobra em reais. De um lado, o que tem retorno contratado; do outro, o que depende do mercado.
Botão definir % ideal
Abre o formulário onde você diz quanto quer em cada categoria. O número é percentual do patrimônio total.
O sistema deduz pela classe, você não digita. Tesouro e renda fixa vão para Renda fixa. Ações, FIIs, ETFs, BDRs, REITs, cripto e papel moeda vão para Renda variável.
Papel moeda cai ali porque não tem retorno contratado: o resultado é o câmbio. Guardar dólar na gaveta parece conservador, mas é uma aposta numa moeda. A exceção é o fundo, que traz a categoria no cadastro: fundo DI conta como renda fixa, multimercado como renda variável.
Exposição ao exterior
Ao lado da divisão por categoria, você vê quanto do patrimônio está em ativo negociado fora do Brasil: BDR, ação, ETF ou REIT. Não é uma quinta categoria; tudo isso continua dentro da renda variável.
Esta conta responde "quanto do meu dinheiro está sujeito a outro país". Bitcoin comprado em corretora brasileira não está sujeito a nenhum. A exposição dele ao dólar aparece na tela de Correlação.
Os dois botões de alvo desta tela
| Botão | O que você define | Percentual de quê |
|---|---|---|
| definir % ideal | Quanto em renda fixa e quanto em renda variável. | Do patrimônio total |
| Configurar % ideal da carteira | Quanto em cada classe: ações, FIIs, ETFs, renda fixa. | Do patrimônio total |
Os outros dois níveis, setor e ativo, ficam na tela Posições. Lá o percentual é do nível de cima, não do total. Esse é o ponto que mais confunde, e com razão; a cadeia inteira está na página de Posições e no capítulo 26 do guia rápido.
Erros comuns nesta tela
O patrimônio está muito menor do que eu tenho
Faltam cotações, ou falta uma classe cadastrada. Renda fixa, fundos e previdência não vêm do extrato da B3: lance cada um na tela própria. Até lá, eles não entram em conta nenhuma.
O cartão do topo e o gráfico mostram valores diferentes
Olhe a linha embaixo do cartão. Ela diz quanto está na carteira e quanto está fora, com o nome das classes. Os dois números estão certos.
A barra de renda fixa e variável não aparece
Ela só aparece depois que você define o alvo. Clique em definir % ideal.