Leia o retorno, não o saldo
Ano corrente, 12 meses, 24 meses, 3 anos, 5 anos, 10 anos e tudo, sempre nessa ordem. A regra está no capítulo 3 do guia rápido.
Retorno do mês, ganho de capital e as quedas saem coloridos. Verde é a favor, vermelho é contra, cinza é zero ou "não dá para saber". A regra vale para o sistema inteiro e está no mesmo capítulo do guia rápido.
Depositar não é render. Se você põe R$ 10 mil na corretora, o patrimônio sobe R$ 10 mil e você não ganhou nada. Uma tela que mostrasse isso como alta mentiria para você a cada aporte.
Por isso, toda porcentagem de retorno desta tela já desconta aportes e resgates. O que sobra é só o que o mercado fez.
Importa quanto tempo o dinheiro ficou no mercado dentro do mês. Um aporte no dia 1 rendeu o mês inteiro; um no dia 30 quase não rendeu. Os dois não podem pesar igual.
Por isso o sistema pesa cada aporte pelos dias que faltavam até o fim do mês, e não por "meio mês" fixo. Com aporte grande no início ou no fim, o retorno do mês muda bastante; perto do dia 15, fica igual.
Os quatro cartões do topo
| Cartão | O que mostra | Como ler |
|---|---|---|
| Patrimônio | O valor de mercado no último mês fechado. | Soma tudo: ações, fundos, renda fixa, moeda. A setinha ao lado é o retorno do mês, não a variação do saldo. |
| No mês, sem contar aporte | Quanto o mercado moveu no mês, em porcentagem. | É o número honesto do mês. Embaixo aparece o mês anterior, para comparar. |
| Ganho de capital | A diferença entre o valor de mercado e o valor aplicado. | Em reais, é o lucro que existe no papel hoje. Só vira dinheiro quando você vende. |
| Últimos 12 meses | Os retornos dos doze meses, compostos. | Compostos quer dizer multiplicados, e não somados. Ganhar 10% e perder 10% não dá zero: dá −1%. |
Gráfico: Evolução do patrimônio
Olhe a distância entre as duas linhas:
- Valor aplicado: o que você pôs, menos o que tirou. Sobe em degrau a cada aporte e não se mexe com o mercado.
- Valor de mercado: quanto tudo isso vale hoje.
Se a linha de mercado está acima, o espaço entre as duas é o seu ganho. Se está abaixo, é o prejuízo. É a leitura mais rápida da tela.
Tesouro na curva ou a mercado
Com Tesouro na carteira e preço do Tesouro carregado, aparece a régua Tesouro na curva / a mercado. A tela abre na curva, o valor pela taxa contratada. Em a mercado, o gráfico e os cartões de patrimônio e de ganho de capital somam, mês a mês, a diferença entre o preço do Tesouro e a curva. O retorno do mês, as quedas e a comparação com índices continuam na curva, e o cartão do mês avisa isso. A conta da diferença está em Renda fixa.
Os botões de período
2026, 12 meses, 24 meses, 3 anos, 5 anos, 10 anos e tudo. A tela abre em 24 meses. Trocar o período muda só a janela do gráfico; nenhum número é recalculado.
Evolução por classe
Aqui você vê cada classe separada ao longo do tempo: Ações, FIIs, ETFs, Stocks e ETFs internacionais, com duas linhas por classe, o valor de mercado e o valor aplicado. A distância entre elas é o ganho, ou a perda, daquela classe. Sem o aplicado ao lado, não dá para saber se ela cresceu porque valorizou ou porque você pôs dinheiro.
Os botões acima do gráfico ligam e desligam cada classe; a tela abre com Ações e FIIs. A cor diz a classe e é sempre a mesma (Ações azul, FIIs verde-água, ETFs violeta, Stocks laranja, ETFs internacionais vinho), e o traço diz a medida: linha cheia é valor de mercado, pontilhada é valor aplicado. Stocks e ETFs internacionais entram em reais: o valor de mercado pelo câmbio de cada mês e o aplicado pelo câmbio de cada compra. Os números saem da mesma conta do gráfico de cima, e por isso batem com ele.
| Controle | O que faz |
|---|---|
| Todos que passaram | A história real do grupo, com os papéis que você já vendeu. |
| Carteira atual | Só os papéis que você tem hoje, cada um desde que entrou. Papel que veio de conversão aparece a partir dela, porque antes tinha outro nome. |
| A caixinha de papel | Mostra um papel só. Os vendidos aparecem marcados. |
| Valor investido / Preço do papel | Só aparece com um papel escolhido. Preço do papel troca o valor da posição pela cotação no fim de cada mês contra o seu preço médio, em reais por ação, e põe embaixo as barras da quantidade que você tinha em cada mês, com escala própria e os meses alinhados. |
| Os botões de período | Só deste gráfico. |
Lendo o preço do papel
O preço médio anda em escada: ele só muda quando você compra ou num evento (bonificação, desdobramento), e nunca com a cotação. No mês em que você estava fora do papel, a cotação continua aparecendo e o preço médio some, porque sem ação não há preço médio. Passe o mouse num mês em qualquer dos dois gráficos e o mesmo mês acende no outro.
Quedas e recuperação
Aqui você vê o pior tombo que a carteira já levou, e quanto tempo ela levou para voltar. Essa é a pergunta que assusta, e com razão.
Pelo saldo, um resgate seu pareceria queda de mercado, e um aporte no meio de um tombo esconderia o tombo. Por isso a medida é o retorno mensal composto: a "cota" da sua carteira, como um fundo faz.
Os quatro cartões
| Cartão | O que é |
|---|---|
| Queda máxima | A maior distância entre um topo e o fundo que veio depois (o que o mercado chama de drawdown). Embaixo, de que mês até que mês. |
| Tempo até o fundo | Quantos meses a queda durou até parar de cair. |
| Voltou ao topo em | O mês em que a carteira recuperou o valor de antes. Se não recuperou, diz "ainda não". |
| Distância do topo hoje | Quanto falta, agora, para voltar ao melhor momento. Se você está nele, diz "no topo". |
O gráfico
Mostra a distância para o topo em cada mês. Zero é topo histórico; abaixo de zero é o que faltava para voltar. Carteira saudável passa boa parte do tempo colada no zero e mergulha de vez em quando.
A tabela, coluna por coluna
| Coluna | O que traz |
|---|---|
| Topo | O mês em que a queda começou. |
| Fundo | O mês mais baixo daquele episódio. |
| Queda | De quanto foi, em porcentagem. |
| Meses de queda | Do topo até o fundo. |
| Voltou em | O mês da recuperação, ou a marca em aberto se ainda não voltou. |
| Meses para voltar | Do fundo até a recuperação. |
| Tempo abaixo do topo | O episódio inteiro, do topo à recuperação. É o número que mede paciência. |
A série é mensal, então queda rápida aparece menor do que foi. O fundo de março de 2020 foi no dia 23, e não no fechamento do mês. A tela avisa isso embaixo da tabela.
Consolidação do patrimônio por classe
Quatro colunas. Olhe a última:
| Coluna | O que traz |
|---|---|
| Classe | Ação, FII, Tesouro, CDB, fundo, moeda e por aí. A setinha ao lado é a tendência do valor. |
| Ativos | Quantos papéis diferentes você tem naquela classe. |
| Valor | Quanto a classe inteira vale hoje. |
| % da carteira | A fatia, com a barrinha colorida. É aqui que se enxerga concentração. |
Aportes e resgates por mês
Aqui você vê quanto dinheiro seu entrou e saiu, sem nada do mercado. Barra para cima é aporte, para baixo é resgate.
A caixinha de escolher ativo
Deixe vazia para ver a carteira inteira. Escolha PETR4, por exemplo, para ver quanto você pôs e tirou daquele papel. É o jeito mais direto de saber "quanto eu já coloquei nisso".
Os botões de período
São só deste gráfico e não mexem no de cima. "Quanto pus este ano" e "como meu patrimônio evoluiu" são perguntas diferentes, cada uma com a sua janela.
Erros comuns nesta tela
Meu patrimônio subiu, mas o cartão do mês está vermelho
Você aportou. O saldo subiu pelo depósito, e o mercado caiu no mesmo mês. As duas coisas são verdade, e o cartão mostra a segunda.
A linha do gráfico começa muito depois do meu primeiro aporte
Vá em Dados e clique em Buscar histórico de cotações. O gráfico começa onde o histórico de cotações começa.
A tabela de quedas está vazia
Faltam meses. É preciso histórico suficiente para existir um topo e um fundo depois dele. Carteira nova ainda não tem episódio nenhum.
A linha de um papel despenca até quase zero num mês
Você vendeu a posição inteira e recomprou depois. O gráfico mostra o fim de cada mês, então a posição zerada aparece como queda. As barras de quantidade, em Preço do papel, mostram isso de relance.
O valor de mercado parece baixo demais
Vá em Revisão: os papéis sem cotação estão listados lá. O sistema avalia pelo custo o que não tem preço, de propósito, para não inventar valor.