O que é correlação, sem matemática
É um número entre −1 e +1 que diz o quanto duas coisas se movem juntas.
| Valor | Significa |
|---|---|
| +1 | Andam juntos. Sobe um, sobe o outro, sempre. |
| 0 | Independentes. Um não diz nada sobre o outro. |
| −1 | Andam ao contrário. Sobe um, cai o outro. |
Ter dez bancos é ter um investimento repetido dez vezes. Ter um banco, uma elétrica e um fundo de logística é ter três, e é isso que segura a carteira quando um setor sofre.
Os controles do topo
| Controle | Para que serve |
|---|---|
| Categoria · Classe · Setor (B3) · Subsetor · Ativo | O nível de detalhe. Classe é o padrão. Comece no geral e vá afinando: entre classes você vê a história geral; entre ativos, o detalhe. |
| A caixinha de filtro | Restringe a matriz de ativos, para você olhar um pedaço da carteira sem o resto atrapalhar. |
| só a carteira atual | Vem marcado. Desmarcado, entra também o que você já vendeu. |
| Período todo · Só nas quedas | O botão mais importante da tela. Veja o quadro abaixo. |
| Fatores de comparação | Acrescenta referências externas, como dólar, ouro e índices, para você ver com o que a sua carteira se parece. |
Clique nesse botão e compare os dois mapas. A diferença entre eles é a informação mais útil desta tela. Nos meses ruins, a correlação costuma subir: quando o mercado cai de verdade, quase tudo cai junto.
Esse é o ponto que mais incomoda, e com razão: diversificação que só existe em tempo bom é só uma média confortável. "Nas quedas" é uma matriz recalculada do zero, só com os meses em que o IBOVESPA caiu; os outros meses saem da conta, não só do desenho.
O botão mostra quantos meses entraram, por exemplo "Nas quedas (12 meses)". Uma célula fica em branco quando o par não tem meses de queda suficientes em comum para o número valer (o mínimo está na legenda embaixo do mapa).
Antes de qualquer conta, o preço de um ativo em dólar ou em outra moeda vira reais pela PTAX do fim de cada mês, a cotação oficial do Banco Central. O risco do câmbio fica dentro do número de correlação e de risco. Ele é parte do que o papel estrangeiro é para você, que gasta em reais.
Quem carrega o risco da carteira
Compare as colunas % do dinheiro e % do risco. Onde está o dinheiro e de onde vem o tranco raramente são a mesma coisa.
Risco não se soma como reais: um grupo que oscila o dobro carrega o dobro de risco pelo mesmo dinheiro. Uma posição de 10% que balança muito pode responder por 30% da oscilação da carteira.
As contribuições somam exatamente a volatilidade da carteira, ou seja, o quanto ela oscila. Não é índice inventado: é a volatilidade repartida.
O painel tem os mesmos níveis (classe, setor, subsetor, ativo) e abre com três cartões e uma tabela de quatro colunas.
| Cartão | O que mostra |
|---|---|
| Volatilidade da carteira | A oscilação da carteira inteira, convertida para o ano, medida nos meses em comum de todos os ativos com série de preço. |
| Sem diversificação seria | A soma das volatilidades de cada grupo, como se todos andassem perfeitamente juntos. É sempre maior ou igual à de cima. A diferença é o quanto diversificar cortou de oscilação. |
| Medido | Que fatia da carteira, em dinheiro, tem série de preço suficiente para entrar nesta conta. |
| Coluna | O que traz |
|---|---|
| % do dinheiro | O peso do grupo na carteira medida. |
| % do risco | A fatia da oscilação da carteira que vem daquele grupo. Compare com a coluna anterior: é aqui que mora o ponto da tela. |
| Risco por real | A razão entre as duas colunas de cima. Acima de 1×, o grupo carrega mais risco do que pesa. Abaixo de 1×, pesa mais do que carrega: mesmo agitado sozinho, ele acalma o conjunto porque anda ao contrário dos outros. |
| Volatilidade do grupo | A oscilação anual só daquele grupo, isolado do resto. A coluna "% do risco", ao contrário, já é a contribuição dentro da carteira. |
Renda fixa e fundos ficam fora desta conta. Eles são avaliados pelo custo, sem preço de mercado diário, e por isso não têm série para medir oscilação. Abaixo da tabela, a tela lista o que ficou de fora e quanto pesa.
Mapa de correlação
Olhe a cor dominante do mapa. Um mapa quase todo na mesma cor forte quer dizer carteira concentrada, mesmo com muitos papéis.
Os mesmos nomes aparecem nas linhas e nas colunas, e cada célula é a correlação entre os dois. A diagonal é sempre +1, porque tudo anda junto consigo mesmo. A escala fica embaixo: −1 anda ao contrário · 0 independente · +1 anda junto.
Mais colados, e Mais independentes
Mais colados: os pares que sobem e caem juntos. Ter os dois soma valor, não diversificação, e está tudo bem, desde que você saiba.
Mais independentes: os pares que se movem por motivos diferentes. É daqui que vem a diversificação real.
Como essa relação mudou no tempo
Escolha dois nomes nas caixinhas e veja a correlação entre eles ao longo do tempo, numa janela móvel de doze meses: cada ponto olha só os doze meses anteriores.
Ações e títulos andaram em sentidos opostos por duas décadas e passaram a andar juntos em 2022, quando a inflação virou o choque dominante. Uma carteira montada na relação antiga perdeu a proteção sem que nada nela tivesse mudado.
O quadro "Como ler isto"
Leia este quadro por último. O sistema escreve em texto a leitura da sua carteira: onde está a concentração, o que de fato diversifica e o que só parece diversificar.
Erros comuns nesta tela
Aparece um aviso de série insuficiente
Correlação precisa de histórico, e papel comprado há dois meses não tem meses suficientes. Busque o histórico em Dados e volte.
Tenho vinte papéis e o mapa está todo vermelho
É o achado, não o defeito. Vinte papéis do mesmo setor se movem como um. Olhe as tabelas de mais colados para saber quais.
A correlação nas quedas ficou muito maior
É o comportamento normal do mercado, e é bom você ter visto. A proteção que você imagina ter é menor do que parece no período todo.
Renda fixa não aparece
Só entra o que tem série de preço. CDB e fundo não têm cotação diária, então ficam de fora da matriz.