Comece pela conta e pelo extrato
Cadastre a conta com um apelido. Depois, no app ou internet banking do banco, exporte o extrato em OFX (quase todo banco oferece; no Nubank, em "Exportar extrato") e importe na tela. No Itaú, no Banco do Brasil e no Santander, o PDF do extrato também é lido. O saldo inicial sai do próprio extrato, e você não precisa digitar nada.
O OFX traz o saldo do banco no fim do período. O sistema soma os movimentos e compara. Quando não bate, a tela mostra a diferença: falta importar um período, ou o saldo inicial está errado.
Os PDFs do Itaú, do Banco do Brasil e do Santander trazem o saldo de cada dia com movimento, e todos são conferidos. Se algum não bate, a tela diz o primeiro dia da diferença: é nele que está o movimento que falta ou sobra.
Pode importar o mesmo período duas vezes, ou extratos que se cruzam: nada entra em dobro. CSV também serve. Em PDF, por enquanto, o do Itaú, o do Banco do Brasil e o do Santander.
Nem todo dinheiro que sai é gasto
Cada movimento recebe um tipo, e só a despesa conta como gasto:
- Receita: salário, rendimento, reembolso.
- Despesa: o boleto, o Pix para a padaria.
- Pagamento de fatura: não é gasto, porque as compras já estão na tela Cartões de crédito. O sistema liga o pagamento à fatura quando o valor bate com o total dela.
- Transferência entre contas: saída numa conta sua e entrada igual em outra, até três dias depois. O dinheiro só trocou de bolso.
- Investimento: aplicação, resgate, envio para a corretora. É o que sobrou, guardado.
O sistema escolhe o tipo pela descrição. Errou? Troque na lista de movimentos: a troca vale para os outros movimentos com a mesma descrição, e para os que vierem. Um Pix para o mesmo destinatário, por exemplo.
As categorias são suas
O botão Categorias, em "Colocar movimentos", abre a lista de despesa, de receita e de investimento. Ali você:
- Cria as suas: pensão, pet, a conta dividida da casa, o que for. A mesma lista vale na conta corrente e nos cartões, porque o quadro "Gasto por categoria" soma os dois.
- Renomeia qualquer uma, inclusive as de fábrica. Os lançamentos já classificados e as regras aprendidas acompanham o nome novo.
- Esconde as que não usa. Elas saem do seletor e continuam no histórico: os gráficos dos anos anteriores não mudam.
- Apaga as que você criou e não usou. Categoria de fábrica não se apaga, e categoria com lançamento também não: esconda-a.
Outros, Outras receitas e Investimento são onde cai o que o sistema não soube classificar. Podem ser renomeadas, nunca escondidas.
O tipo Investimento também tem categoria: crie Tesouro Direto, Reserva de emergência, Previdência, e o desenho do fluxo passa a mostrar para onde o aporte foi, no lugar do histórico cru do banco.
Por onde o dinheiro passa
O quadro tem dois desenhos do mesmo período, e você troca no botão:
- Fluxo: três colunas. À esquerda quem paga (salário, rendimento, resgate), no meio as suas contas, à direita para onde o dinheiro sai (categoria de despesa, fatura de cartão, aplicação, outra titularidade). A largura de cada faixa é o valor somado no período.
- Rede: os mesmos nós como bolinhas, com uma seta para cada par que trocou dinheiro. É o desenho que mostra qual conta paga qual cartão e qual conta alimenta qual aplicação.
O período segue os mesmos botões do resto do sistema: mês, o ano corrente, 12 e 24 meses, 3 e 5 anos, e tudo.
Transferência entre as suas contas vira uma seta só, da conta que mandou para a que recebeu, e tem cor própria: ela não é receita nem gasto. Passe o mouse em qualquer faixa ou seta para ver o valor e quantos lançamentos ela resume. Acima de oito destinos do mesmo tipo, os menores viram "Demais", para o desenho não virar teia; o dinheiro continua somado ali.
O saldo das contas no patrimônio
O saldo de cada conta aparece como Caixa no Resumo, no Patrimônio e em Posições, e soma no patrimônio total. No gráfico de evolução ele é uma faixa própria, mês a mês, a partir do saldo inicial de cada conta.
O caixa fica fora da carteira: não entra nos percentuais, nos alvos de alocação nem na rentabilidade. O salário que cai na conta não é aporte, e dinheiro parado na conta não é uma escolha de alocação. Conta sem saldo inicial não entra, porque não dá para saber quanto ela tem.
Conta internacional, em dólar
A aba Conta internacional, logo abaixo de Conta corrente, é a mesma tela para a conta em outra moeda. O primeiro caso é a conta global do Inter (Inter&Co, em dólar). Em Nova conta, dê um apelido e escolha a moeda (USD já vem marcado). Depois importe o PDF do extrato que o app do Inter gera: o saldo inicial sai dele, e o saldo de cada dia é conferido, como no PDF do Itaú.
No extrato do Inter o valor vem sempre positivo, e o sentido está na palavra embaixo do nome: Remetente é dinheiro que saiu da conta, Beneficiário é dinheiro que entrou. O Carregamento de Conta Investimento (a ida para a conta de investimento do Inter nos EUA) entra como aplicação, e não como gasto. O nome de quem envia ou recebe e o número da conta não são guardados.
As categorias da conta internacional são uma lista própria, separada da conta corrente: na receita, Cashback (Inter Loop), Transferência recebida, Dividendos e juros; no investimento, Conta de investimento (EUA); na despesa, compras no exterior, viagem, hospedagem, saques, tarifas. O botão Categorias nesta aba abre a lista dela, e dá para criar, renomear e esconder como na outra. Ensinar a categoria de um lançamento em dólar não muda os lançamentos em real com a mesma descrição.
Tudo na tela fica na moeda da conta, porque é o que o banco imprime e o que se confere. As duas telas não se misturam: somar dólar com real no gasto do mês daria um número sem unidade. Pelo mesmo motivo, uma saída em real e uma entrada do mesmo valor em dólar não viram transferência sozinhas. O PDF em dólar numa conta em real é recusado, e o contrário também.
No patrimônio, o saldo entra em real: pelo câmbio de hoje em Posições, e pelo câmbio do fim de cada mês no gráfico de evolução. Sem a série de câmbio carregada, a conta fica de fora, em vez de somar dólar como se fosse real. Na declaração, o saldo de 31/12 sai em real com o país preenchido e marcado para conferir, porque a regra de conversão de depósito no exterior pede atenção.
O mês em números
Entrou é a soma das receitas. Gasto é a despesa da conta mais as compras do cartão das faturas que esta conta pagou, no lugar do pagamento. Sobrou é a diferença. Fatura que nenhuma conta importada pagou fica só na tela Cartões de crédito: aqui ela apareceria como gasto num mês em que não saiu dinheiro da conta. A coluna Investido mostra quanto do que sobrou foi para investimento.
O gasto por categoria junta a conta e os cartões, com as mesmas categorias. Mercado pago no débito e Mercado pago no cartão aparecem somados.
Perguntas comuns
Apareceu "Cartão sem detalhe" nas categorias
É um pagamento de fatura de um cartão que não está cadastrado, ou cuja fatura não foi importada. O valor entra no gasto para não sumir dinheiro. Cadastre o cartão e importe a fatura: o pagamento se liga sozinho, e as compras aparecem por categoria.
O pagamento não se ligou à fatura
O sistema só liga quando o valor bate com o total da fatura (com até R$ 1 de diferença) e a data fica perto do vencimento. Pagamento parcial, ou fatura com compra faltando, não liga. Confira a fatura do mês na tela Cartões de crédito.
Uma transferência para a minha outra conta virou despesa
Ela só vira transferência quando a outra conta também está cadastrada e a entrada foi importada. Se a outra conta é de fora do sistema, troque o tipo à mão na lista de movimentos.